Venda de casas sobe 10% a 15%

10 Maio 2010



APEMIP fala em recuperação até Março mas teme novo descalabro nos próximos tempos.


O mercado imobiliário português registou sinais de recuperação no início deste ano, mas os empresários estão apreensivos quanto ao evoluir da situação, especialmente face ao agravamento da crise económica no último mês.

No primeiro trimestre deste ano, a venda de casas cresceu entre 10% a 15% em Portugal, de acordo com dados provisórios avançados ao DN pelo presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima.
Valores que contrastam com uma queda em torno dos 8% em igual período do ano passado, quando o mercado imobiliário atravessou um período de sérias dificuldades. Em todo o ano de 2009, a venda de casas no mercado português caiu 12%, uma queda que se traduziu na venda de cerca de 150 mil imóveis.Mas estes números relativos ao final do ano passado, apesar de negativos, já demonstravam uma ligeira recuperação, uma vez que a redução em 2008, face ao ano anterior, tinha sido de 16%.
No entanto, Luís Lima não está confiante de que esta variação positiva registada no primeiro trimestre seja consistente, especialmente depois dos acontecimentos do último mês. "A quebra de confiança na economia portuguesa afecta fortemente o sector imobiliário e estas últimas semanas podem ter efeitos muito negativos", referiu Luís Lima.
O presidente da APEMIP explicou que o ano de 2010 começou com alguma reanimação na venda de casas, verificada especialmente até meados de Fevereiro. O agravamento das condições de acesso ao crédito por parte dos bancos, que se intensificou desde finais de Fevereiro e ao longo do mês de Março, veio travar a boa progressão do início do ano.
"Vai ser muito complicado devolver a confiança ao mercado, pois a venda de casas está muito dependente do crédito bancário", disse ainda Luís Lima. Sem querer fazer previsões para este ano, este responsável antecipa um exercício mau. "Vamos todos ficar à espera de melhorias", refere.
As maiores restrições no acesso a empréstimos para compra de casa própria, implementadas pela banca, face ao aumento do risco e às maiores dificuldades de acesso a financiamento por parte destas instituições, tem fortes impactos da actividade imobiliária e da construção, face às fortes retracções na procura.
Luís Lima recorda que o sector já vive neste enquadramento há cerca de três anos e os recentes acontecimentos (revisão do rating da República e consequente aumento das taxas de juro), vêm impedir qualquer perspectiva positiva quanto a um alterar da situação.

Fonte: Diário de Notícias






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