"Flexibilidade dos imóveis e dos contratos de arrendamento no imobiliário industrial e logístico tornou-se vital"- CBRE

5 Março 2010



A flexibilidade dos imóveis e dos contratos de arrendamento no mercado imobiliário industrial e logístico tornou-se vital, tendo em conta que a elaboração das estratégias empresariais é feita actualmente para o curto prazo e as exigênc


Assim como em outros mercados do imobiliário comercial, houve uma redução da actividade do arrendamento no mercado logístico e as rendas sofreram um decréscimo de cerca de 5% na Europa Ocidental, em 2009. Face a estas condições de mercado, e perante um panorama económico de incerteza, as empresas sentiram a necessidade de rever com maior frequência as decisões estratégicas e o seu plano, aumentando assim a importância da flexibilidade do espaço e dos custos associados.

Os ocupantes do mercado industrial e logístico têm enfrentado dificuldades na procura de espaços com boa qualidade para conseguirem uma redução de custos e ganhos de eficiência, uma vez que estas necessidades defrontam-se com uma oferta de imóveis de fraca qualidade em localizações pouco interessantes. O mercado evolui assim a duas velocidades, pois à medida que aumenta a procura de espaços com mais qualidade, aumenta a oferta de espaços com fracas condições.

Richard Holberton, director do Departamento de Research da região EMEA da CBRE, afirmou: «O aumento da oferta de espaço disponível cujas rendas têm vindo a decrescer co-existe com o aumento da procura de espaços mais modernos e flexíveis para a qual existe pouca oferta, o que frequentemente implica recorrer a projectos chave-na-mão. O desafio actual do mercado é a definição de condições de arrendamento e de financiamento que viabilizem a disponibilização deste tipo de espaços.»

A relutância em ocupar espaços disponíveis a preços reduzidos não só contraria a ideia que as rendas em queda criaram um «mercado favorável ao arrendatário», como confirma uma procura crescente de flexibilidade quer dos termos contratuais quer das especificações dos edifícios, tais como as características de sustentabilidade que permitem uma boa relação custo-benefício.

«O facto de a procura se centrar mais em espaços modernos e de qualidade não significa que as empresas não sintam pressão para a redução de custos», comentou Holberton. «Significa apenas que os ocupantes reconhecem que pagar mais pelo edifício certo, na localização certa pode gerar mais economias de custos e ganhos de eficiência para as empresas.»

Segundo a CBRE, as empresas do sector procuram soluções temporárias, flexíveis e feitas à medida, que sejam negociáveis a curto prazo. Isto é especialmente relevante no caso das empresas de logística especializada. Porém, algumas empresas do ramo industrial, que até agora se contentavam com instalações mais antigas, de menor dimensão, em localizações não ideais e com rendas baixas, estão agora menos dispostos a ocupar este tipo de espaço.

Fonte: Casa Sapo






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