Rendas de escritórios caem em Lisboa e Porto

16 Julho 2009



As rendas do sector de escritórios estão em queda em Lisboa e Porto. De acordo com os mais recentes dados divulgados pela consultora imobiliária Worx, durante as últimas semanas o eixo da Avenida da Liberdade e Saldanha, também conheci


Já na Zona 2, que engloba a Avenida da República e Amoreiras, as rendas nesta altura estão entre os 14 e 19 euros por m² por mês, sendo que no ano passado o preço mais elevado atingiu os 20 €.

Na Praça de Espanha e área da 2ª Circular (Zona 3), estão a praticar-se rendas mensais entre os 12 e os 16 € por m² (17€ em 2008), enquanto que no Parque das Nações, ou Zona 5, os números encontram-se entre os 14 e 17€/m²/mês, ou seja, um euro mais baixo que o verificado no ano transacto.

No que diz respeito ao Corredor Oeste, também conhecido por Zona 6, se em Julho de 2008 as rendas mensais por m² estavam entre os 12 e 14€, actualmente já há operações a serem concluídas por 10€. Finalmente, as prime yields deste sector nesta altura estão nos 7 por cento, enquanto no ano passado estavam nos 6,25 por cento.

Em relação ao mercado de escritórios do Porto, também se regista um decréscimo dos preços praticados. E uma das maiores quedas verificou-se na ?Baixa?, com os preços a caírem de uma margem entre os 13 e 17 € por m² por mês para os 7,5 e 12 €. Já na Zona 1, as rendas mensais situam-se neste momento entre os 10 e 18 € por m², enquanto que no período homólogo de 2008 os valores mínimos encontravam-se nos 13 € por m² por mês.

Em relação a Gaia, se em 2008 se fechavam operações de arrendamento entre os 10 e 13 € por m² por mês, durante este ano têm-se concluído operações por números mais baixos, a rondarem os 7,5€/m²/mês. Finalmente, as prime yields dos escritórios do Porto estão nos 7,5 por cento, ou seja, 0,5 por cento acima do registado no mesmo período do ano passado.

De acordo com Pedro Salema Garção, responsável pelo Departamento de Agência da Worx, a queda dos valores fica a dever-se a diversos factores, como «a renegociação das rendas que se tem verificado por parte de alguns inquilinos que pretendem baixar os custos mensais para fazer face à crise. Por outro lado, os proprietários têm vindo a aceitar algumas condições, uma vez que preferem ter os seus espaços ocupados por um preço mais baixo do que ficarem com áreas devolutas».

«Paralelamente, também se tem testemunhado uma diminuição da procura de novos espaços de escritórios em Lisboa e no Porto, o que tem originado a uma queda dos valores de renda por m², dada a oferta disponível existente. Já a indisponibilidade de algumas empresas que procuraram espaços de escritórios em pagar preços tão elevados também tem condicionado o mercado», concluiu. Fonte: Casa Sapo




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