Boletim revela queda do investimento imobiliário em Portugal

9 Setembro 2008



Naquele que é o primeiro relatório de mercado inteiramente dedicado ao sector de investimento, a consultora imobiliária CB Richard Ellis refere que o primeiro semestre de 2008 registou um decréscimo no valor global de investimento, com


A primeira metade de 2008 evidenciou uma quebra na actividade de investimento nacional, com um valor total de negócios a rondar os 480 milhões de euros, traduzindo um decréscimo na ordem dos 13%, tendo em conta o período homólogo de 2007, e de 35% quando comparado com o último semestre do ano passado.
Uma análise trimestral revela que o primeiro trimestre de 2008 foi claramente superior ao segundo, impulsionado pela concretização de uma importante transacção envolvendo um ?portfolio? de imobiliário turístico.
O segmento de retalho perdeu a posição de liderança no mercado de investimento, com uma quota de apenas 16% do total investido ao longo dos primeiros seis meses de 2008. A actividade de investimento em outros segmentos foi a que registou a maior quota de mercado, à volta de 56%, com os bens imóveis de turismo a assumirem um peso fulcral no valor total de transacções concretizadas em outros activos imobiliários.
Os investidores internacionais foram os que mais investiram em imobiliário ao longo do período analisado. No entanto, tendo em conta o número de transacções efectuadas, os investidores de origem nacional foram claramente dominantes.
A primeira metade de 2008 evidenciou um crescimento do valor sob gestão em fundos de investimento imobiliário (FII), devido, principalmente, à contribuição dos FII fechados e dos fundos especiais de investimento imobiliário, compensando assim a queda verificada no valor sob gestão em FII abertos.
Como seria de esperar, a crise do crédito hipotecário veio pôr um ponto final ao movimento de compressão das taxas de capitalização no mercado imobiliário, com a subida deste indicador em todos os segmentos no primeiro semestre de 2008, tendo em conta o último semestre do ano passado.
Esta evolução positiva tem tido como base, sobretudo, uma desvalorização dos activos imobiliários, já que os pressupostos do mercado de arrendamento se têm mantido robustos ao longo dos últimos tempos.

Fonte: Casa Sapo




Recomendar a um amigo

Use o seguinte formulário
close