Constroem-se hoje metade das casas que se construíam em 2000

14 Agosto 2008



Sabia-se que o número vinha a descer ao longo dos anos, mas agora atingiu um nível significativo: constroem-se hoje metade das casas que se edificavam em 2000.


Este dado foi avançado pela Federação da Construção, que acaba de divulgar mais uma síntese de conjuntura do sector.
?Com uma redução estimada de 7,7 por cento no trimestre terminado em Agosto, a oferta de habitação continua a ressentir-se da escassez da procura que lhe é dirigida e que advêm das condições menos favoráveis que caracterizam actualmente o mercado: subida acentuada das taxas de juro, restrições à concessão de crédito por parte do sistema bancário e maiores dificuldades financeiras e menor nível de confiança por parte das famílias?, lê-se no relatório da Fepicop, que não adianta valores absolutos.
Também nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, relativos às conclusões de novos fogos habitacionais, se confirma que durante os primeiros três meses de 2008 deverão ter sido concluídos cerca de 8,6 mil fogos, o que representa uma quebra homóloga de cerca de 18 por cento, considerando versões comparáveis de dados.
Depois de o ano de 2008 ter sido anunciado pelo sector como aquele em que se registaria a inversão de um ciclo de crise de sete anos, os empresários revelam-se cada vez menos optimistas. ?O indicador de confiança da Fepicop continua a revelar uma tendência de evolução cada vez menos favorável e reflectindo uma apreciação mais negativa das perspectivas de produção. Refira-se, contudo, que no mercado das Obras Públicas a concorrência dá sinais de abrandamento, fruto do acréscimo de concursos públicos?, acrescenta a federação
A tendência positiva registada no lançamento e nas adjudicações de concursos públicos não são suficientes, para a federação do sector, para esbater ?os sinais de alguma indecisão na concretização dos projectos de que o País carece e que estão previstos na estratégia apontada pelo Governo?. ?Por outro lado, esperava-se que se desse, finalmente este ano, o arranque da Engenharia Civil que lhe permitisse ritmos de crescimento robustos, cujo efeito de arrastamento poderia constituir o tónico poderoso de que a nossa economia tanto carece. Mas a eterna incapacidade de transformar a retórica na definição de um rumo e, depois, segui-lo efectivamente, está, mais uma vez, a impedir a afirmação de uma recuperação económica consistente?, lê-se no documento. O sucessivo aumento do número de desempregados do sector, 33.219 em Junho, o que representa 9,8 do total registado pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), ?confirma o período difícil que a Construção atravessa?, argumentam

Fonte: Público




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