Euribor a 6 meses bate novo máximo e ameaça fazer subir prestações

8 Agosto 2008



A Euribor a seis meses, a taxa a que é indexada a grande maioria dos contratos de crédito à habitação em Portugal, atingiu um novo máximo. A taxa chegou aos 5,166%, o valor mais alto


O novo máximo da Euribor a seis meses é atingido um dia antes de o Banco Central Europeu (BCE) se reunir para decidir o que fazer com as taxas de juro. No mês passado, o preço do dinheiro aumentou 25 pontos base, dos 4 para os 4,25%, mas os analistas esperam que, este mês, o valor fique inalterado, apesar de acreditarem em novas subidas até ao final do ano. A instituição monetária tem sido pressionada pela elevada taxa de inflação, que está em máximos na Zona Euro, ultrapassando os 4%, ou seja, mais do dobro do tecto de 2% que o BCE fixou como ideal para garantir a estabilidade de preços, que é o principal objectivo do banco central. No entanto, os analistas acreditam numa inversão da tendência da inflação, agora que os preços das matérias-primas nos mercados internacionais estão a descer. Além disso, a desincentivar grandes subidas da taxa de juro está o abrandamento económico europeu e global, ao qual Portugal não deverá escapar. Mais do que a decisão sobre o preço do dinheiro propriamente dita, o mercado está agora à espera do discurso do presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, na conferência de imprensa que, como habitualmente, terá lugar depois da reunião do comité do banco.

 

Fonte: Vida Imobiliária





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