CML licenciou 30 hotéis no último ano

4 Agosto 2008



Nos últimos 12 meses, a Câmara Municipal de Lisboa já licenciou um conjunto de 30 unidades hoteleiras, «o que representa um avanço enorme e terá impactos no turismo», revelou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, que falava ontem nu


Na mesma sessão, o vereador apresentou o documento orientador da autarquia para os 19 quilómetros de frente ribeirinha de Lisboa e garantiu que as intervenções a levar a cabo estarão articuladas com as dos municípios da margem sul, respondendo ao desafio lançado pelo director-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), Victor Costa, que em declarações à Lusa segunda-feira chamou a atenção para esta matéria. A área abrangida pelo plano abrange os 19 quilómetros de zona ribeirinha de Lisboa, que se estende do Parque das Nações até Pedrouços, e prevê, entre outros projectos, a reformulação da zona de praia de Algés e a criação de uma praia com ondas artificiais na Doca do Poço do Bispo. Este documento abrange uma série de intervenções que já estavam previstas em planos anteriormente apresentados, designadamente o do Governo para a zona de Alcântara, que inclui o enterramento da via férrea, e o da zona ribeirinha da Sociedade Frente Tejo, que contempla projectos nas áreas de Belém/Ajuda e na frente da Baixa pombalina. Contempla ainda afectação das áreas sem utilização portuária que foram alvo de um protocolo entre a autarquia e o Governo para que passassem para a alçada do município, que lhe dará novos usos. Com um horizonte temporal de 20 a 25 anos, o plano prevê igualmente reordenar a mobilidade e circulação automóvel na zona ribeirinha, ligar os dois extremos da cidade com percursos pedonais e para bicicletas e criar um sistema de transportes públicos em toda a frente ribeirinha, em eléctrico ou trolley. De sublinhar que o documento apresentado funciona como um plano enquadrador, sem carácter vinculativo. De acordo com a vereadora Helena Roseta, «a única forma de o documento ser vinculativo é introduzir regras no Plano Director Municipal, que só entra em discussão pública em Março».

 

Fonte: Vida Imobiliária




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