Portugal assistiu a um aumento do número de Fundos de Investimento Imobiliário entre 2006 e 2007, sobretudo devido aos Fundos Especiais de Investimento Imobiliário criados em 2005

2 Julho 2008



A conclusão é do estudo ?Fundos de Investimento Imobiliário Portugueses 2007 [Junho 2008]?, desenvolvido pela DTZ Research, cuja análise foi baseada nos Relatórios de Contas de 2007 dos FII disponibilizados pela CMVM, bem como em infor


O estudo aponta para uma desaceleração do crescimento dos FII, resultado do elevado número de novos fundos criados em 2006 (ano mais activo de sempre na constituição de novos fundos), embora o crescimento em 2007 apresente igualmente uma taxa elevada (15%). O crescimento do número de fundos deve-se sobretudo aos Fundos Especiais de Investimento Imobiliário (FEII) criados em 2005.
O Volume Líquido sob Gestão no final de 2007 era de cerca de 10.500 M? geridos por 34 Sociedades Gestoras, tendo sido criadas no último ano três novas Sociedades Gestoras ? Interfundos, Privado Fundos e Valor Alternativo ? e liquidada uma (Sociedade Gestora do Banco Efisa). Os Fundos Fechados (FIIF) continuam a ser o veículo mais representativo ao nível do número de fundos com 66% de quota de mercado, embora, com a entrada no estudo dos FEII, o seu peso tenha sido reduzido significativamente.

O mesmo estudo revela ainda que entre 2006 e 2007 foi registado um aumento de aproximadamente 7,1% do Volume sob Gestão, 53% do qual devido à constituição de novos fundos, sendo os FEII os que, proporcionalmente, mais contribuíram para este aumento do VLG.
O ano de 2006 é o que encerra o maior número de fundos e o maior Volume sob Gestão, 72 e 1.300 M?, respectivamente, tendo contribuído decisivamente para este resultado a entrada dos FEII na análise.
A carteira de imóveis dos FII ascende a cerca de 11.270 M?, dos quais cerca de 49% (5.500 M?) pertencem a FIIF, 40% a Fundos Abertos (FIIA), 4.500 M?, e os restantes 11% (1.300 M?) são propriedade dos FEII.
Um total de 57% do portfolio dos FII encontra-se arrendado, sendo o peso da promoção (Terrenos e Imóveis em Construção) bastante significativo (33%).
O investimento encontra-se sobretudo no segmento dos Serviços, que representa 29% do portfolio global dos Fundos; em contrapartida o Turismo é o sector onde o investimento é menos significativo, representando apenas 5% do portfolio.
Inversamente aos outros dois tipos de fundos, os FIIF apresentam uma maior concentração do investimento no mercado residencial. O investimento fora da União Europeia é pouco representativo, dado que o investimento (25 M?) foi realizado apenas por dois dos FII.
A Vacancy Rate Global dos Fundos de Investimento é de cerca de 12%, sendo a dos FEII (22%) muito superior à dos FIIA (8%). A Habitação é o segmento com a maior vacancy rate (55%), enquanto o Turismo regista a menor (7%).
As mais-valias dos Fundos de Investimento Imobiliário ascendem a 1.200 M?, das quais cerca de 64% são da responsabilidade dos FIIF, 23% dos FEII e 13% dos FIIA.
Em 2007 foram movimentados cerca de 3.000 M? em operações com valores imobiliários, dos quais 49% correspondem a aquisições de imóveis.
As participações dos FII em Sociedades Imobiliárias e em outros FII são pouco relevantes. A liquidez e o endividamento atingem valores de 6% e 15%, respectivamente, sendo os FIIF (8%), no primeiro caso, e os FEII (43%), no segundo, os veículos que apresentam os valores mais elevados.
A rendibilidade global dos FII em 2007 foi de 4,1%, atingindo valores superiores, na maioria dos anos, nos FIIF, sendo a única excepção a rendibilidade a 2 anos.
As comissões de gestão e de depósito ponderadas totais atingem os 0,9%, apresentando-se mais elevadas nos FIIA (1%).

Fonte: Casa Sapo




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