Competitividade do mercado de retalho nacional aumenta

5 Junho 2008



De acordo com a CB Richard Ellis, no final do primeiro trimestre de 2008, a oferta total de conjuntos comerciais no mercado de retalho nacional ascendeu aos 2,7 milhões de m2, com o formato de centro comercial a dominar grande parte do


Até final do corrente ano, refere a consultora, é previsível que o volume de stock novo estimado supere os 3 milhões de m2, com um acréscimo de cerca de 300.000 m2 de nova ABL (área bruta locável), sendo que, num período de três anos, a oferta comercial total poderá duplicar e atingir os 6 milhões de m2.
A consultora imobiliária nota ainda que a quantidade de projectos de retalho existentes e futuros, a par com a partilha de áreas de influência por vários conjuntos comerciais em algumas localizações, fazem antever novos contornos no sector. A diferenciação dos projectos em termos de localização/acessibilidades, valências oferecidas, ?tenant mix?, arquitectura e design, entre outros factores, ditarão o sucesso da oferta futura. Neste sentido, nota-se no sector da promoção uma aposta crescente na introdução de novos conceitos, na renovação e reposicionamento de unidades comerciais já existentes, na escolha da localização, na gestão da superfície comercial e sua capacidade de atrair operadores, condições que permitirão fidelizar o consumidor e distinguir os conjuntos comerciais com maior sucesso. Em termos de procura, o relatório revela ainda que Portugal regista um elevado número de retalhistas internacionais já fortemente representados no país, ocupando a 17ª posição do ranking mundial (num total de 91 países), com uma quota de cerca de 35% de insígnias estrangeiras presentes no mercado de retalho nacional. De facto, ao longo do ano passado e em 2008, foram várias as marcas internacionais a entrar em território nacional. Paralelamente, notou-se também que insígnias já estabelecidas no mercado português estão agora a aumentar a sua representação, com a abertura de novos espaços comerciais. A forte concorrência prevista para centros comerciais considerados ?prime?, em Lisboa e no Porto, é um dos factores apontados pela CB Richard Ellis para a redução do valor da renda ?prime? dos 85 Eur/m2/mês para os 80 Eur/m2/mês ao longo do período em análise. Pelo contrário, no formato de retail parks, assistiu-se a um aumento desta variável nos projectos ?prime?, dos 12 Eur/m2/mês para os 13 Eur/m2/mês. A actividade de investimento no sector registou um abrandamento em relação ao período homólogo do ano passado, devido, principalmente à incerteza quanto ao futuro da economia mundial. Face a este cenário, os investidores tendem a apresentar uma atitude de maior cautela e expectativa, traduzindo-se em propostas com valores mais baixos. Sendo assim, no primeiro trimestre de 2008, verificou-se uma ligeira subida da taxa de capitalização ?prime? em 25 pontos base, para os 5,25%.

Fonte: Vida Imobiliária




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