Preços no mercado imobiliário de luxo não param de subir.

16 Abril 2008



Crise financeira não parece assustar procura - O preço médio dos empreendimentos de luxo no mercado nacional continuaram a subir em 2007, verificando-se os valores mais altos no Algarve.


Esta é uma das principais conclusões do estudo «Portugal-The Luxury Residential Tourism Market 2008».
No segmento de turismo residencial de luxo (composto essencialmente por moradias isoladas, geminadas, terrenos, como por exemplo a Quinta do Lago, no Algarve) verificou-se um crescimento médio de preços de cerca de 18 por cento nos apartamentos e de cerca de 19% nas moradias). Neste segmento o preço médio dos apartamentos ronda os 5 mil euros por metro quadrado, independentemente da tipologia. Nas moradias o valor é inferior e situa-se nos 3 mil euros por metro quadrado. Nas vilas o preço médio é de 5.200 euros por metro quadrado, enquanto nos lotes de terreno o valor é de 1.720 por metro quadrado. No entanto, os preços poderão ser superiores na zona algarvia, uma tendência que poderá inverter-se a curto-prazo. «Neste momento o Algarve é mais caro mas os valores tenderão a estabilizar-se», salienta o Managing Director da IRG, Maurice Elst, uma das empresas promotoras deste estudo.
Condomínios de luxo -No segmento dos condomínios de luxo (em que há uma gestão integrada de infra-estruturas, em que um dos exemplos apontados é a Quinta Patinho) os preços médios registaram uma subida de 21% nos apartamentos e cerca de 12,5% nas moradias. Mais uma vez os valores variam. No caso dos apartamentos os preços situam-se nos 3.600 euros por metro quadrado, enquanto as moradias geminadas rondam os 3.500 euros por metro quadrado.
Crise não chega a este sector -A tão falada crise financeira não parece assustar os promotores do estudo, uma vez que, o segmento de luxo é apontado como um nicho de mercado. «Trata-se de um mercado pouco explorado e tem sido mais impulsionado nos últimos 3/4 anos, mas está menos vulnerável do que o restante mercado imobiliário», refere o director da outra empresa promotora Prime Yield, Nelson Rêgo. «A procura manteve-se e as reservas que tivemos em 2007 mantiveram-se, tendo sido convertidas no 1º trimestre de 2008. Não houve nenhum cancelamento», acrescenta Maurice Elst.
O estudo elaborado pelo IRG e Prime Yield teve em conta a análise de 10 empreendimentos residenciais, 13 empreendimentos condomínio e 4.200 unidades tratadas em 2007 e primeiros meses de 2008. Esta amostra, de acordo com os promotores, representa mais 600 unidades em relação a 2006.
Fonte: Agência Financeira




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