Imobiliário: crise espanhola pode atrair investidores a Portugal

10 Abril 2008



«Temos um produto que é bastante apelativo para o mercado», avança Vasco Ribeiro. Os promotores imobiliários portugueses manifestaram-se esta quarta-feira confiantes e optimistas de que a crise do sector em Espanha pode levar investido


Esse optimismo evidencia-se entre os promotores que participam no Salário Imobiliário de Madrid (SIMA) onde, apesar do menor número de visitantes e do mais reduzido número de expositores, há sinais positivos.
Ninguém quer falar de vendas, mas todos os promotores contactados pela Lusa falaram de «grande interesse» tanto de investidores particulares como de empresas, no mercado imobiliário português, especialmente em projectos diferenciados e que atraem pelo preço.
Além de stands individuais, alguns promotores portugueses estão em Madrid associados a duas presenças institucionais de peso, o Grupo Caixa Geral de Depósitos e a Câmara Municipal de Gaia, que têm dois dos maiores espaços
Ausência de empresas espanholas sente-se

Vasco Ribeiro, da direcção de Financiamento Imobiliário da CGD, reconheceu uma quebra significativa em termos do público, com ausências de empresas espanholas de renome, mas sustentou que os espanhóis estão interessados no mercado português.
«Apostamos em estar em Espanha porque sentimos que os espanhóis estão interessados no nosso mercado. Temos um produto bom que é bastante apelativo para o mercado espanhol», explicou à «Lusa».
Ainda assim sustentou que ao contrário de anos anteriores, onde eram as empresas os maiores investidores, hoje são particulares que se mostram interessados nos projectos em Portugal.
«O investidor particular neste momento está sensível ao mercado português e temos tido muita procura em imobiliário tanto em Lisboa como no Porto, no Algarve e no Alentejo. Há alguma procura por parte de empresas, mas não tanto como em anos anteriores», sublinhou.
É difícil medir o impacto que a crise imobiliária espanhola terá em Portugal, mas os investidores espanhóis, «querendo manter o mesmo nível de rentabilidade, vão apostar em Portugal», disse Ribeiro.

Fonte: Agência Financeira




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