Mercado habitacional estabiliza valorização em 1,3%

6 Março 2008



No mês Janeiro de 2008, o mercado residencial continental manteve o mesmo ritmo de valorização do mês anterior, com uma taxa de valorização anual de 1,3%. Há, assim, uma estabilização depois de fase de aceleração observada na segunda m


Mercado habitacional estabiliza valorização nos 1,3%
No mês Janeiro de 2008, o mercado residencial continental manteve o mesmo ritmo de valorização do mês anterior, depois de ter passado por uma fase de aceleração ao longo da segunda metade de 2007. O Índice Confidencial Imobiliário atingiu uma taxa de variação de 2,0% entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007. Essa foi a maior variação homóloga do índice nos últimos 19 meses. Em Dezembro de 2007 o mercado via aumentar a taxa de valorização anual, que atingia 1,3%, depois de sete meses abaixo dessa fasquia.
No mês de Janeiro de 2008, o mercado descontinuou a evolução dos últimos meses. Esse comportamento não teve impacto na taxa de valorização que se manteve em 1,3%. Assim, constata-se que no mês de Janeiro de 2008, o mercado estabilizou o ritmo de valorização anual, depois de seis meses de subida.
O mercado de fogos novos observou uma desaceleração no ritmo de valorização médio anual, depois de quatro meses de subida. Tal taxa estava em 1,7% em Dezembro, caindo 0,1 pontos percentuais em Janeiro. Quanto ao mercado se fogos usados, o desempenho foi positivo, com o mercado a continuar a tendência anterior de aumento da taxa de valorização anual, que superou 1,0% pela primeira vez nos últimos onze meses, atingindo 1,1%. Ao mesmo tempo, no mês de Janeiro de 2008 o mercado de fogos usados teve uma taxa de valorização homóloga de 1,7%. Esta é a taxa mais elevada dos últimos 20 meses, a par da que se havia registado em Julho de 2007. Desde Junho de 2007 que esta taxa supera o ritmo de valorização médio anual, o que sinaliza uma tendência para que, nos próximos meses, tal ritmo continue a subir.
Esse padrão é o inverso do verificado no segmento de novos. Com esse cenário, nos próximos meses é natural que os segmentos de novos e usados convirjam para uma mesma taxa de valorização, o primeiro em desaceleração e o primeiro em aceleração.
Essa eventualidade não anulará, naturalmente, o diferencial de valores entre fogos novos e usados que atinge os 15% na média das regiões do Continente.

Fonte: Jornal de Negócios




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