Imobiliário turístico português atrai novos mercados

1 Fevereiro 2008



Os mercados de Espanha, França e Holanda surgem como novas oportunidades para a promoção do imobiliário turístico nacional, revela estudo.


Um estudo desenvolvido pela consultora ILM THR encontra nos mercados espanhol, francês e holandês novas oportunidades para expansão do imobiliário turístico português.
Os dados apurados pelo ``ILM THR Residential Tourism Monitor``, divulgado no final da passada semana, revelam contudo uma forte dependência deste produto ao Reino Unido, Irlanda e Portugal, os três principais mercados geradores de procura, e aos quais corresponde também a maior fatia dos actuais proprietários de imobiliário turístico [88,5%, na região analisada, a western Algarve].
Para além dos mercados dominantes, quer no que se refere a proprietários, quer a potenciais proprietários de segunda residência, nas intenções de compra surgem agora, e com alguma visibilidade, Espanha (8,26%), França (5,20%) e Holanda (4,59%).
De acordo com a consultora, também a Alemanha deve ser considerada potencial investidor, embora o estudo não o expresse nestes primeiros resultados.
A avaliação da ILM THR, um projecto autónomo de recolha e análise de informação sobre a procura de imobiliário turístico em Portugal desenvolvido em parceria com a consultora internacional Mintel, teve como foco de estudo, nesta primeira fase, a procura do produto em algumas zonas do Algarve, estando prevista, para o primeiro semestre de 2008, a extensão da análise a outras zonas algarvias. No futuro, o objectivo é estudar outras regiões de desenvolvimento estratégico deste produto, a nível nacional.
No total desta primeira fase, foram inquiridos 1.973 turistas. Destes, 16,57% [327 indivíduos] revelaram interesse em comprar uma residência turística no nosso país.

Perfil do investidor
Além da origem da procura, o estudo traça também o perfil dos proprietários e potenciais proprietários de imobiliário turístico, identificando os seus traços distintivos, motivações e preferências.
Genericamente, o actual proprietário deste tipo de produto tem entre 45 e 64 anos, é trabalhador activo, possui um nível literário médio/superior, tem uma família e, em média, dois filhos dependentes, e aufere um rendimento médio anual superior a 51.132?.
No que respeita à procura de informação sobre imobiliário turístico, os actuais proprietários fizeram-no através da visita ao país e via Internet. Valorizam o clima, as acessibilidades e a cultura local.
Em relação aos potenciais proprietários, as diferenças prendem-se com a situação familiar [na medida em que existe um maior número de indivíduos solteiros e sem filhos], com os orçamentos considerados para a compra de segunda habitação, e ainda com as intenções de arrendamento e preferências por ambiente de resort.
Este estudo, explica a consultora, surge num contexto de grande desenvolvimento do turismo residencial em Portugal. O trabalho pretende ser um documento de apoio a investidores e profissionais do sector do turismo.

Fonte: Casa Sapo




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