Investimento imobiliário subiu 40% para 1,4 mil milhões em 2007

30 Janeiro 2008



País acompanha crescimento do mercado europeu. À semelhança da maioria dos países europeus, Portugal também registou, ao longo de 2007, uma aceleração do volume de investimento e um novo recorde nacional, com um total de 1,4 mil milhõe


Este valor representa assim um acréscimo de 40 por cento face ao ano transacto. «Já em 2006 se havia registado um montante histórico de investimento, alavancado com a venda do portfólio do fundo Imodesenvolvimento ao JP Morgan Asset Management, no total de 260 milhões de euros», adiantam.
Em termos de sectores de actividade, o retalho continua a dominar o volume de transacções, com 60% do total de investimento efectuado em 2007.
Quanto ao volume de investimento a nível europeu, este atingiu os 236 mil milhões de euros, um ligeiro crescimento quando comparado com o valor de 230 mil milhões de euros verificados em 2006.
4º trimestre contrariou resto do ano
«Apesar de um quarto trimestre em desaceleração, o intenso dinamismo do mercado de investimento ao longo do resto do ano resultou em mais um ano recorde. A grande maioria dos mercados europeus apresentou um crescimento anual significativo nos níveis deste indicador, com destaque para os mercados de França, Alemanha e Holanda, parcialmente impulsionados pelo registo de uma menor actividade nos mercados do Reino Unido, Irlanda, Polónia e Suécia», realçam.
O crescimento do investimento acima da média em dois dos maiores mercados europeus durante os últimos anos (nomeadamente, França e Alemanha) tem influenciado as recentes transformações no panorama europeu. Em 2004, o mercado do Reino Unido representava mais de 50% do total de investimento anual em toda a Europa. Em 2007 continuou a ser o maior mercado europeu, representando 30% do total; no entanto, a dimensão dos mercados Alemão e Francês cresceu a um ritmo muito superior à média durante esse período, representando hoje um valor combinado de cerca de 36% da actividade total de investimento na Europa.
«O mercado do Reino Unido é o mais maduro e transparente da região, e tem vindo a sentir com maior intensidade os movimentos de correcção dos preços provocados pelas restrições na concessão de crédito, o que resultou num abrandamento, já previsível, do investimento ao longo do último trimestre de 2007», afirmou o director executivo do departamento de investimento da CB Richard Ellis para a região da EMEA, Jonathan Hull.
Ainda o director de research, Michael Haddock: «Olhando para o futuro próximo, é provável que o impacto da restrição de crédito na actividade de investimento se continue a sentir ao longo da primeira metade de 2008. Apesar disto, espera-se que os investidores com menor recurso ao endividamento bancário, como por exemplo os fundos de investimento abertos alemães e outros fundos de poupança estrangeiros, continuem a suportar o crescimento do mercado de investimento na Europa durante este ano».

Fonte: Agência Financeira




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