Imobiliário usado com boas oportunidades de investimento

7 Dezembro 2007



O excesso de oferta no mercado de habitação usada está a ser propício a boas oportunidades de investimento.


Para quem procura casa, este pode ser o momento ideal para investir. O excesso de oferta de habitação usada é propício a boas oportunidades, resultantes, na maior parte dos casos, do tempo de exposição dos imóveis no mercado, e da abertura à negociação que essa mesma exposição favorece.
De uma forma geral, «em termos de oportunidades, existem de facto algumas boas oportunidades derivado de um excesso de oferta de habitação usada», confirma José Manuel Velez, director da empresa de consultadoria e avaliação imobiliária Prime Yield.
Mas estas oportunidades, por norma parte de um ciclo, também variam de zona para zona. «No que se refere a áreas metropolitanas, existe muito mais produto [imóveis usados para habitação] em Lisboa do que no Porto». Já quando se limita a oferta apenas à área urbana, é o Porto que ``lidera``.
«O Porto sempre teve uma maior ocupação em termos habitacionais do que Lisboa». Na capital, explica José Manuel Velez, tem maior peso o sector terciário (comércio e serviços). «As vocações» de uma e outra cidade «são diferentes», embora «Lisboa comece agora a retomar a vertente habitacional».
Em Portugal, acrescentou o director da Prime Yield, existem à venda cerca de 125 mil imóveis para habitação. Destes, 70% são casas usadas, metade das quais estão situadas na Área Metropolitana de Lisboa. As restantes encontram-se disseminadas por várias outras zonas do país como Porto, Algarve, e por cidades médias como Santarém ou Castelo Branco.
Para chegar a um momento como este no mercado imobiliário, avança o mesmo responsável, poderá ter contribuído o início da subida das taxas de juro, maiores dificuldades no pagamento das prestações do crédito a habitação, ou «o facto de as casas estarem há muito tempo para serem angariadas pelo mercado».
Esta «exposição muito alongada [dos imóveis] no mercado sem receptividade» verifica-se mais «nas áreas periféricas e não tanto nos centros urbanos».

Fonte: Casa Sapo




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