Casas continuam a vender apesar da crise

5 Setembro 2007



Apesar da crise, os lisboetas continuam a preferir as casas mais caras. Isso mesmo é o que provam as estatísticas Imométrica/LardoceLar.com sobre o mercado habitacional da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no 1º trimestre de 2007.


Os dados relativos ao mercado residencial na Área Metropolitana de Lisboa, mostram «uma procura habitacional especialmente forte nos segmentos mais elevados do mercado», referem as empresas em comunicado.
O valor médio dos alojamentos em saída da base de dados nos primeiros três meses do ano foi de 1.765 euros/metro quadrado, superior em 3,3% ao valor médio global do stock dos alojamentos em oferta no mesmo período (1.709 euros/m2). «Estes valores indiciam que saíram da base de dados os alojamentos mais caros, o que traduz uma procura especialmente direccionada para habitações de gama acima da média. Esta tendência é ainda reforçada pelo facto de, entre os concelhos da AML, terem sido aqueles que apresentam valores por metro quadrado mais elevados a revelar taxas de saída maiores».
20.400 alojamentos vendidos num trimestre
Durante o primeiro trimestre de 2007, a bolsa de oferta habitacional analisada registou um fluxo de saídas na ordem dos 20,4 mil alojamentos, correspondendo a uma absorção de 13,2% do stock em oferta, sendo já o terceiro trimestre consecutivo a registar taxas de saída na casa dos 13%.
A dinâmica do mercado habitacional da AML é também visível na diminuição do tempo médio de absorção dos alojamentos, que neste primeiro trimestre do ano se reduziu em cerca de um mês face ao trimestre anterior, cifrando-se agora em aproximadamente seis meses.
Onde as casas se vendem mais
Em termos absolutos, Cascais, Lisboa, Sintra, Almada, Oeiras e Seixal, que em conjunto representaram cerca de 75% do total dos alojamentos absorvidos da base de dados, foram os concelhos mais dinâmicos da AML.
Da mesma forma, «este grupo de concelhos apresenta-se como o mais dinâmico em termos de novas ofertas, concentrando 69%, na base de dados durante o primeiro trimestre, que, no global, sofreu um reforço na ordem das 15,9 mil habitações».
Cada vez mais casas novas à venda
No que respeita à distribuição da oferta por estado de uso, mantêm-se a tendência, embora gradual, de aumento do peso dos alojamentos novos na oferta total, sendo este valor de 26,1% no 1º trimestre do ano, mais 5,4 pontos percentuais do que no mesmo trimestre de 2005 e mais 0,9 pontos percentuais do que no mesmo trimestre de 2006.
De acordo com a base de dados, os alojamentos novos em oferta concentram-se em patamares mais elevados de valor, sendo que cerca de 63% destes alojamentos se situa entre os 1.250 e os 2.250 euros/m2.
Já no caso dos alojamentos usados, a maior concentração (cerca de 67%) tem lugar em patamares mais reduzidos, nomeadamente entre os 1.000 e os 2.000 euros/m2.
Em termos de distribuição da oferta por intervalos de valor/m2, Lisboa apresenta a maior concentração de fogos nas classes mais elevadas, com 69,3% dos alojamentos com valores de oferta acima dos 2.000 euros/m2.
No extremo oposto, os concelhos da Moita e do Barreiro, na Margem Sul, apresentam maior concentração nas classes de alojamento com valores mais baixos: cerca de 94% dos alojamentos em oferta nestes concelhos estavam abaixo dos 1.500 euros/m2.

Fonte: Agência Financeira




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