Excesso de oferta no imobiliário potencia novas abordagens ao mercado

3 Dezembro 2010



A compra de casas novas conheceu uma das maiores quebras no sector imobiliário. Na origem do abalo está a falta de liquidez e as restrições ao crédito. Embora a produção no segmento da habitação tenha caído (mais de 51%, em termos acum


A ERA Portugal anunciou recentemente o reforço da aposta na comercialização de imóveis em empreendimentos ? segmento até aqui menos explorado pelo grupo em Portugal. A aposta, segundo a rede, reflecte justamente a oportunidade de negócio originada pelo «enorme excesso de oferta de casas novas existentes no mercado».

Ricardo Volpintesta, o responsável pela nova área de actividade na rede imobiliária, explica que «a Era estava muito concentrada no produto avulso», no «retalho habitacional». Agora está apostada em trabalhar também com os promotores imobiliários, juntamente com a banca, para tentar explorar o mercado de casas novas em empreendimentos. É um mercado que «requer uma definição de estratégia diferente, uma outra experiência», salienta.

Apesar de a rede ter em carteira alguns imóveis desta natureza, o número não é tão expressivo. «Hoje temos mais de 145 mil casas na nossa base de dados como produto angariado. Mas a maioria é produto avulso».

Trabalhar a ?quatro mãos?

Quando um dos grandes obstáculos ao escoamento de produto imobiliário se centra na obtenção de financiamento bancário, Ricardo Volpintesta acredita que, para melhor trabalhar este mercado, há que procurar estabelecer «uma maior aproximação aos bancos e demonstrar que os bancos precisam de ser nossos parceiros». «Temos de trabalhar ?a quatro mãos? para encontrar um equilíbrio».

 

Fonte : Casa Sapo






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