Preço da luz dispara 40% numa década e «só pode continuar a subir»

25 Novembro 2010



A culpa é, essencialmente, do aumento dos preços dos combustíveis. Mas também dos custos das empresas que comercializam energia. «A médio prazo o preço da electricidade só tem um caminho: a subida», disse o administrador executivo da E


Já sobre a proposta do regulador (ERSE) para aumentar a tarifa em 3,8% em 2011, Manso Neto desvalorizou: «É cerca de metade do que acontece em Espanha».

Um valor que levou o presidente da empresa, António Mexia, a reiterar que «em Portugal temos preços consistentemente mais baixos do que a média da União Europeia ou em Espanha».

No entanto, «não se pode ter um preço relacionado só com o custo da energia. É preciso ter em conta os restantes custos», justificou Manso Neto.

 

EDP vende energia ao dobro do preço a que compra

Na verdade, «apenas 23% do preço final da electricidade é referente ao custo da matéria-prima», o restante são custos que a empresa acarreta com «operações retalhista, grossista, riscos de crédito e de estimativas, e remuneração de redes», como explicou, por sua vez, o administrador executivo da EDP Jorge Cruz Morais.

Na prática, a EDP compra energia ao mercado OTC (mercado de referência) a cerca de 45 euros/MWh e vende ao preço final de 127,2/MWh.

A este valor a EDP oferece um desconto de 2% para clientes do mercado liberalizado com tarifário 5D.

Desde 1999, o preço da luz cobrado aos consumidores aumentou 39 por cento. E a tendência será para subir.

«Tudo depende da evolução dos preços do petróleo e do gás que, com o crescimento de países como a China ou a Índia, parece-me inevitável que venham a subir», disse à AF Manso Neto.

Por isso, Cruz Morais defende um mercado totalmente liberalizado, que permita mais concorrência e pagar o défice tarifário. «A única forma é haver uma taxa social para proteger quem precisa e para os outros... São as regras do mercado».

 

Fonte: Agência Financeira






Recomendar a um amigo

Use o seguinte formulário
close