Investimento imobiliário na Europa atinge 19,1 mil milhões no 1º trimestre

25 Maio 2010



Os mais recentes dados divulgados pela consultora CB Richard Ellis revelam que o volume de investimento no imobiliário comercial europeu atingiu os 19,1 mil milhões de euros no primeiro trimestre (T1) de 2010, um acréscimo de 65% face


Mantém-se assim a recuperação generalizada do investimento, iniciada no segundo semestre de 2009, com quase todos os mercados europeus a registarem um crescimento relativamente ao primeiro trimestre de 2009.

No entanto, como já era esperado, os números do 1º trimestre de 2010 revelam uma queda quando comparados com o trimestre anterior, já que os últimos meses do ano são tradicionalmente os mais activos com os investidores a pressionarem o fecho das transacções antes do final do ano.

Apesar de um decréscimo trimestral em termos gerais, vários mercados registaram um aumento trimestral da actividade, nomeadamente a Alemanha, a Península Ibérica e a região dos Países Nórdicos.

Este aumento foi induzido pelo aumento do investimento no sector de retail, que contribuiu para mais de metade do montante transaccionado em cada um destes mercados no primeiro trimestre. De facto os activos de retail tiveram um peso significativo no investimento europeu registado no princípio de 2010, com uma quota de 42% ultrapassando a percentagem de investimento em activos de escritórios.

Pelo contrário, França e Reino Unido reportaram níveis de investimento mais moderados no 1º trimestre.

Importa destacar o número crescente de transacções de elevado valor no mercado de investimento europeu em 2010. Resultados preliminares indicam que foram transaccionados pelos menos 12 activos acima dos 200 milhões de euros no decorrer do primeiro trimestre do ano, por comparação à média trimestral de 2009 de apenas oito transacções da mesma categoria. Um fluxo contínuo de transacções de maior dimensão irá estimular ainda mais os níveis de actividade e há já algumas transacções em pipeline para serem concluídas mais tarde no ano.

Jonathan Hull, Executive Director do Departamento de Capital Markets da região EMEA da CB Richard Ellis, afirmou: «O crescente número de grandes transacções na Europa reflecte o alargamento do leque de investidores com capacidade para transaccionar no segmento mais alto do mercado. Tal como sucedia nos últimos anos, actualmente os compradores com capital continuam a ser o motor que impulsiona o mercado. Embora estejam ainda maioritariamente concentrados no segmento core, estão cada vez mais preparados para investir em transacções de maior valor. Actualmente, verifica-se ainda um aumento de actividade num crescente número de protagonistas oportunísticos e incentivados pelo valor acrescentado. Alavancados pelo ambiente de maior confiança no mercado de financiamento, prevê-se que se tornem compradores com maior destaque em 2010».

Michael Haddock, Director do Departamento de Capital Markets Research da região EMEA da CB Richard Ellis, comentou: «Se nos basearmos nos níveis de actividade do primeiro trimestre, o mercado imobiliário europeu está posicionado para uma acentuada recuperação anual da actividade de investimento em 2010. Embora 2009 tenha testemunhado um aumento notório da confiança dos investidores em alguns dos principais mercados, 2010 começa a observar uma recuperação mais alargada a afirmar-se na Europa, ainda que no segmento core do mercado. As yields do mercado imobiliário continuam em queda e as yields de escritórios prime registaram a maior baixa, com praticamente metade das cidades monitorizadas pelos índices EU-27 a registar decréscimos trimestrais, em muitos casos superiores a 15 pontos base».

Sofia Ferreira de Almeida (Associate Director), Directora do Departamento de Capital Markets da CBRE reforça: «Com a manutenção da instabilidade económica, os investidores preferem a aquisição dos melhores activos, com contratos de arrendamento estáveis e inquilinos de boa solvabilidade. Quando um imóvel apresenta estas características regista uma procura relevante por parte de investidores nacionais e estrangeiros».

Fonte: Casa Sapo






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