Mercado imobiliário português inicia retoma tímida em 2010

15 Março 2010



A Jones Lang LaSalle Portugal divulgou o estudo "Mercado Imobiliário Português 2009 - Perspectivas 2010", onde revela que o mercado está posicionado para iniciar uma retoma, ainda que tímida, nos seus diversos segmentos, mant


Para 2010, a Jones Lang LaSalle aponta alguns sinais positivos nos diversos segmentos que poderão indiciar esta recuperação lenta do mercado. No investimento, espera-se um crescimento ao ritmo do último semestre de 2009, impulsionado pela reabertura das linhas de financiamento, o regresso dos investidores estrangeiros e a maior procura de subscrições de fundos nacionais.

Também no retalho, a consultora estima que os retalhistas retomem os seus planos de expansão, ainda que de forma modesta. Já nos escritórios, a situação será menos favorável, esperando-se uma manutenção quer dos níveis de absorção, quer das rendas registadas em 2009.

Em 2009, o mercado de investimento imobiliário em Portugal movimentou 393 milhões de euros, menos 44% do que em 2008, tendo 65% deste volume sido registado no segundo semestre do ano. O retalho foi a principal razão para esta descida, já que, quer nos escritórios quer na logística, os níveis de actividade foram mais positivos.

Este segmento observou o maior decréscimo de actividade face aos anos anteriores, em que se afirmava como o mais dinâmico e o grande atractivo dos investidores estrangeiros.

Em 2009, o volume de investimento em retalho ascendeu a 58 milhões de euros, principalmente em stand alones e lojas de rua. Já o segmento dos escritórios foi o mais dinâmico, com actividade na ordem dos 227 milhões de euros, registando mesmo um aumento de 6% no volume observado face a 2008.

Merece destaque a operação de venda da Torre Oriente à Union Investment, por 72 milhões de euros. O mercado de logística registou também uma performance positiva, crescendo cerca de 12% face ao ano anterior, com um volume de investimento na ordem dos 76 milhões de euros.

O mercado de logística e industrial, à semelhança dos restantes, foi igualmente afectado pela crise económica e consequente abrandamento na actividade das empresas, registando uma estagnação na absorção de espaços, que não sofreu decréscimos de maior uma vez que muita da promoção neste segmento é realizada apenas com pré-arrendamento.

 

Fonte: Casa Sapo






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