Cushman & Wakefield prevê um volume de transacções de investimento na ordem dos 360 mil milhões de euros

10 Março 2010



O investimento imobiliário no Mundo vai subir cerca de 30%, de acordo com uma análise da consultora C&W


O estudo Global Investment Atlas 2010, publicado anualmente pela consultora imobiliária global Cushman & Wakefield (C&W), que analisa o volume de transacções de investimento imobiliário comercial em 56 países, prevê-se que em 2010 o volume global de investimento no mundo suba 30%, atingindo o valor de 360 mil milhões de euros. O novo estudo, que será apresentado no dia 16 de Março no MIPIM em Cannes, sugere que este valor poderá ser superior, caso a retoma da economia continue se consolide. Em 2009, o volume global de transacções de investimento desceu 23% relativamente ao ano anterior, chegando aos 270 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde 2003. No entanto, assim que os mercados iniciaram a recuperação e a restrições de concessão de crédito diminuíram, o volume de investimento mostrou sinais de melhoria - subindo 104% entre o primeiro e segundo semestres do ano.

O crescimento foi liderado pela região Ásia Pacifico, destacando-se a China com uma subida de 39% no volume de transacções de investimento. A China é actualmente o maior mercado de investimento imobiliário mundial, seguido do Reino Unido que ascendeu ao segundo lugar, sendo o mercado em recuperação mais dinâmico, enquanto os Estados Unidos desceram para terceiro lugar
No final do ano passado, os yields estabilizaram na maior parte das regiões assim que o interesse por parte dos investidores aumentou e houve uma redução do número de imóveis disponíveis. A média global caiu 20 pontos base no segundo semestre de 2009 para 7,8% e antevê-se mais uma descida entre 25 e 50 pontos base para 2010.
 
Mercado Ocupacional
O valor médio global das rendas desceu 5,7%, tendo sido registada a  maior descida no início de 2009. No entanto, o aumento de espaço disponível e o comportamento mais cauteloso dos ocupantes, irão conduzir a uma  nova descida estimada em 5% no primeiro trimestre de 2010, antes da estabilização dos valores prime no final do ano. Em todos os sectores, o valor global das rendas desceu a uma taxa anual de 9,2% nos primeiros seis meses de 2009, tendo este valor abrandado para os 2,2% no segundo semestre, com o mercado de retalho da região Ásia Pacifico, em especial a China, e os mercados de escritórios das regiões Ásia Pacifico e América Latina, a liderarem a estabilização. Ainda com a retoma económica frágil, é pouco previsível um aumento no valor das rendas apesar de ser evidente que nem todos os mercados irão seguir esta tendência.
 
Principais mercados de investimento
A China é actualmente o mercado de investimento imobiliário mais activo no mundo, tendo registado no ano passado um crescimento de 143% no volume de transacções de investimento. Para além da afirmação da China como mercado global, o domínio crescente da região Ásia Pacifico é bem visível nos resultados de 2009. Oito dos 20 países do ranking mundial dos mercados lideres de investimento imobiliário, situam-se na região Ásia Pacifico, com o volume de transacções de investimento a subir no ano passado em Hong Kong, Taiwan e Nova Zelândia. A Austrália e a Coreia do Sul registaram uma média global de volume de transacções de investimento mais modesta.
 
Perspectivas para 2010
Com a retoma a ser liderada por players nacionais e internacionais, prevê-se um aumento do nível de actividade e do volume total de transacções na ordem dos 30%, o que corresponderá a 360 mil milhões de euros. A procura de espaços prime, por parte dos investidores, é superior à oferta, pelo que a queda dos yields deverá continuar mesmo sem novos sinais de crescimento do valor das rendas.
As restrições na concessão de crédito poderão impedir o reajuste de preço em algumas áreas mas, mesmo assim, perspectivamos uma descida global entre 25 e 50 pontos base nos yields em todos os sectores, com a Ásia, uma vez mais, a liderar a correcção. No entanto, as rendas provavelmente irão continuar baixas e, apesar de terem acabado o ano relativamente estáveis, prevê-se uma descida global de 5%, liderada pelos espaços de escritórios na sua maioria.

Região EMEA
Entretanto a recuperação na região EMEA, que foi iniciada pelo Reino Unido, está a alastrar para ocidente, onde o volume de transacções de investimento subiu no final do trimestre na maior parte dos sectores e os yields desceram no inicio do ano de 2010.
"Prevemos um volume de transacções da ordem dos 115 mil milhões de euros - comparável com os níveis de transacção de 2004 - o que representará uma subida de 44%" acrescenta Luís Rocha Antunes, partner e director de investimento da Cushman & Wakefield em Portugal, "no entanto, apesar de podermos facilmente identificar de onde o interesse surge, não torna mais fácil encontrar edifícios que correspondam ao pretendido pelos investidores, devido à escassez de vendas forçadas (vendas não desejadas/previstas pelos promotores e proprietários, mas exigidas pelos credores), visto que os bancos continuam a saber gerir os desafios que enfrentam. Neste sentido, os investidores terão de se adaptar aos preços actuais de mercado, e aceitar o facto de que deixou de haver produto disponível no mercado a preços muito baixos."

 

Fonte: Oje






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