Apartamentos em Lisboa têm áreas 65% maiores que os de Madrid

1 Fevereiro 2010



Os apartamentos dos novos projectos imobiliários que estão a ser comercializados em Lisboa têm em média uma área 65% superior à dos apartamentos novos em Madrid, revela um estudo sobre o mercado imobiliário residencial da consultora Ag


A Aguirre Newman estudou a oferta existente na capital portuguesa, analisando 152 empreendimentos em comercialização em Lisboa, a que corresponde uma oferta de 5.685 à data do início de vendas. Para essa amostra a consultora imobiliária apurou uma área média por fogo de 136 metros quadrados, com um preço médio de 3.450 euros por metro quadrado (num intervalo que vai dos 1.500 aos 7.600 euros).

Em Madrid a empresa analisou 332 promoções em comercialização, correspondendo a 17.266 apartamentos, onde a área média é de 82 metros quadrados, sendo o preço médio de 4.040 euros por metro quadrado.

Por outro lado, pelas contas da Aguirre Newman, o tempo de comercialização de um edifício de habitação em Lisboa é de 48 meses (prazo calculado tendo por base o ritmo mensal de vendas dos vários projectos acompanhados), enquanto em Madrid esse prazo é de 44 meses.

Estará o problema da reduzida população residente em Lisboa num desajustamento da oferta? João Madeira de Andrade, director de consultoria e investimento da Aguirre Newman em Portugal, acredita que sim. "Para alguns promotores que ainda estão em fase de projecto se calhar valia a pena pensar. E em vez de fazer um T2 com 200 metros quadrados fazer dois T1 com 100 metros quadrados", referiu na apresentação do estudo, que decorreu hoje em Lisboa.

Paulo Silva, administrador da Aguirre Newman, reforça a ideia, afirmando que "ainda não atingimos um grau de profissionalização suficiente para termos sustentabilidade e um produto adequado".

Na sua radiografia do mercado residencial lisboeta a consultora imobiliária dividiu a cidade em 12 zonas. Isso permitiu concluir, por exemplo, que é no Parque das Nações que há o maior número de apartamentos novos da tipologia T1. E é em Benfica, Telheiras e Campolide que se concentra a oferta de T3 e T4.

O estudo da Aguirre Newman trouxe uma outra conclusão. Paula Sequeira, consultora de estudos de mercado desta empresa, salientou que "nem tudo o que é caro está imune à crise". De acordo com os dados do estudo há duas zonas em Lisboa, juntando 18% do "stock" analisado, que têm um preço por metro quadrado acima da média, próximo dos 4.500 euros, em que o tempo de comercialização ascende a 80 meses.

 

Fonte: Jornal de Negócios






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