Prestações da casa deverão aumentar em 2010

7 Janeiro 2010



O comportamento atípico das taxas de juro, marcado por um ciclo de quebras sucessivas, deverá alterar-se em 2010.


O ano de 2009 foi de facto de algum alívio para as famílias portuguesas com crédito à habitação. As prestações baixaram significativamente, mercê da descida da Euribor, nas suas várias maturidades.

De acordo com a Agência Financeira, a prestação da casa caiu cerca de 200 euros em 2009, um montante com bastante peso no orçamento mensal.

Os últimos dados sobre a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que a mesma atingiu, em Novembro, o valor médio de 2,077%, menos 0,134 pontos percentuais (p.p.) que no mês anterior e inferior em 3,899 p.p. à registada no início do ano. A prestação média vencida diminuiu 3 euros face ao valor do mês anterior, situando-se em 256 euros, e reduzindo-se 113 euros desde o início do ano, o que corresponde também ao valor mínimo da série.

O INE adianta ainda que a diminuição mensal da taxa de juro ocorreu nos três períodos considerados, verificando-se reduções de 0,113 p.p. (últimos 3 meses), 0,108 p.p. (últimos 6 meses) e de 0,138 p.p. (últimos 12 meses), com os respectivos valores a situarem-se em 2,164%, 2,087% e 2,077%.

As estimativas apontam para uma subida dos juros por parte do Banco Central Europeu apenas no segundo semestre deste ano, sendo contudo de esperar que as taxas Euribor antecipem essa subida. Até ao dia de hoje (06 de Janeiro), as taxas Euribor registavam a segunda quebra consecutiva.

De acordo com a edição da última 4ª feira da Agência Financeira, «na recta final de 2010 (terceiro ou quarto trimestre), o Banco Central Europeu deverá começar a aumentar o preço do dinheiro e as Euribor têm por hábito antecipar esses movimentos. Ou seja, a expectativa de uma subida das taxas de referência no horizonte está a começar a puxar as Euribor para cima». A diferença é que, «ao contrário do que aconteceu no passado recente, em que as taxas subiram rápida e fortemente, desta vez os especialistas acreditam que a subida será mais gradual».

Fonte: Casa Sapo






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