Investimento imobiliário europeu cai no 1º S. de 2009

11 Agosto 2009



O volume de investimento no sector imobiliário europeu, nomeadamente, no sector de escritórios, retalho e industrial, continuou em queda durante a primeira metade do presente ano.


De acordo com o mais recente relatório de investimento imobiliário na Europa divulgado pela Worx, se o nível de 2008 caiu para metade quando comparado com o registado em 2007, durante o primeiro semestre de 2009 verificou-se uma contracção de 30 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior.

Contudo, testemunhou-se um aumento modesto da actividade em alguns mercados da Europa de Leste durante o mês de Junho deste ano. Refira-se ainda que os níveis de investimento no sector de escritórios no centro de Londres e em Paris, dois dos principais mercados do Velho Continente, apresentaram um comportamento mais positivo ao longo do segundo trimestre de 2009, depois dos fracos resultados nos primeiros três meses do ano, destacando-se o aumento do interesse por parte de investidores privados em espaços, essencialmente, de pequenas dimensões.

Apesar do volume de investimento por parte dos investidores das mais variadas nacionalidades ter reduzido substancialmente, os investidores alemães ganharam preponderância em relação aos britânicos, que sentiram de forma acentuada a desvalorização da libra face ao euro, tornando-se nos players mais activos no mercado, aumentando a sua quota de volume de investimentos no sector de escritórios, retalho e industrial de 12 por cento em 2008 para aproximadamente 25 por cento na primeira metade de 2009. De salientar que os investidores germânicos continuam a apostar em espaços de elevada qualidade e bem localizados nos principais mercados mundiais.

Entretanto, a queda da economia e do mercado imobiliário alemão, tornou os imóveis internacionais mais atractivos para os investidores germânicos. De sublinhar que os fundos de investimento imobiliários abertos alemães, que se tinham fechado ao mercado em Outubro último, começaram a reabrir gradualmente, sendo expectável que estejam ainda mais activos no segundo semestre de 2009.

Em relação às prime yields, aumentaram na maioria dos mercados durante o primeiro semestre de 2009, embora a um ritmo menor do que as rápidas correcções verificadas no segundo semestre de 2008. Existem variações consideráveis entre os vários países: na CEE as prime yields têm vindo a ajustar-se consideravelmente enquanto na Alemanha mantêm alguma estabilidade. No Reino Unido, que foi o primeiro mercado a verificar uma correcção, existem sinais da estabilização das prime yields e mesmo de recuperação em algumas cidades.

No West End em Londres, as prime yields situavam-se nos 6 por cento no primeiro trimestre de 2009 mas desde então reverteram para os 5,75 por cento registados no final de 2008 dado o crescimento do interesse de investimento por espaços de escritórios prime em Londres.

Segundo um dos mais recentes relatórios divulgados pelo IPD (Investment Property Databank), testemunhou-se uma desvalorização do valor dos imóveis em praticamente toda a Europa durante 2008, com a excepção da Suíça, com as quedas mais acentuadas a verificarem-se no Reino Unido e Irlanda.

Porém, de acordo com os dados do IPD, apesar de se continuar a registar um decréscimo no valor dos imóveis do Reino Unido, a desvalorização durante o primeiro semestre de 2009 desacelerou significativamente. Todavia, esta tendência não se regista em toda a Europa, uma vez que em determinados mercados se continua a assistir a uma alteração nas yields e, consequentemente, na queda abrupta do valor dos imóveis. Finalmente, de frisar que, enquanto o declínio no valor dos imóveis dos mercados europeus em 2008 foi conduzido pelas variações das yields, a queda das rendas está agora a ter um enorme impacto no preço dos imóveis.

Fonte : Casa Sapo




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