Procura de escritórios mantém em queda nos mercados europeus

5 Agosto 2009



A procura de espaços para escritórios tem mantido a sua tendência de queda nos principais mercados europeus, revela o ultimo relatório da consultora Worx.


Durante o primeiro trimestre de 2009, no centro de Londres registou-se uma quebra de 65% no take-up (120 mil m²) quando comparado com o trimestre anterior, enquanto em Paris a absorção atingiu os números mais baixos desde 2004. Apesar de ainda não existirem dados concretos, os primeiros números do segundo trimestre de 2009 indicam uma recuperação modesta nas operações de arrendamento no centro de Londres, embora o take-up em Paris tenha continuado a abrandar.
O mercado de escritórios foi fortemente influenciado pelas inúmeras empresas que têm procurado reduzir custos com a diminuição do número de colaboradores e, consequentemente, com o espaço ocupado. Por outro lado, os proprietários estão sob uma enorme pressão para reduzirem as rendas e apresentarem mais incentivos para os ocupadores e potenciais interessados. Perante este cenário, muitas empresas decidiram suspender as suas estratégias de relocalização, na esperança que as rendas desçam ainda mais, enquanto um número cada vez maior de inquilinos têm vindo a subarrendar espaços excedentes nos seus escritórios. De acordo com as mais recentes previsões do IPF (Investment Property Forum), as prime rents dos mercados europeus irão continuar a cair durante 2009 e 2010, prevendo-se uma recuperação apenas em 2011. O número de espaços no mercado também tem diminuído, resultando na subida da vacancy rate nos principais mercados europeus. A título de exemplo, veja-se o caso de Moscovo que disponibilizou no mercado aproximadamente 670 mil m² de novos escritórios durante o primeiro trimestre de 2009, ultrapassando largamente a procura que se fazia sentir neste período, desnivelando por completo a balança procura/oferta na capital russa. Já em Londres e Madrid estão a ser construídos grandes quantidades de novos espaços, enquanto em Paris e Amesterdão verificou-se um abrandamento dos projectos em pipeline o que limitou o crescimento da vacancy rate na CBD destas metrópoles. Fonte: Vida Imobiliária




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