A subavaliação dos imóveis é uma realidade preocupante

16 Julho 2009



A descida nos preços dos imóveis é também observada pela consultora CB Richard Ellis, que fala num decréscimo notório relativamente ao ano passado. Esta tendência, faz saber João Nuno Magalhães, Managing Director da CBRE (Porto), está


Paralelamente, «a subavaliação dos imóveis é também uma realidade preocupante neste momento e, na nossa opinião, não tende a melhorar num futuro próximo. Consideramos que para a viabilização das transacções imobiliárias é indubitável a importância da aceitação de permutas por parte dos promotores imobiliários».

Sobre os sectores onde a quebra é mais expressiva, a CBRE aponta as áreas de 1ª habitação, escritórios e retail.

«No mercado residencial, o decréscimo de preços mais acentuado é no mercado dos usados com maior incidência nas zonas limítrofes do Porto. O mercado residencial mais procurado continua a ser na zona ocidental da cidade, zona prime. Actualmente a habitação nova, que apresenta preços ajustados à conjuntura económica, ou seja, que apresenta a melhor relação qualidade/preço, é a que vende».

De acordo com a consultora, e face à actual conjuntura, «obviamente que o decréscimo na 2ª habitação é acentuado realizando-se transacções que têm carácter pontual, e em muitos casos os preços descem para valores praticamente de custo. Consideramos que o mercado de arrendamento tende a crescer por razões que se prendem não só pela dificuldade na obtenção de crédito bancário mas também pela carga fiscal associada à compra e venda dos imóveis no momento da aquisição e após a compra».

Quando comparados os valores dos imóveis em Lisboa e no Porto, é a capital que apresenta a maior quebra. «Em Lisboa, relativamente ao Porto, e no que diz respeito à habitação, há uma diferença mais acentuada (por vezes o dobro do preço por m2) relativamente a valores pretendidos pelos promotores imobiliários e às possíveis ofertas por parte dos compradores. O decréscimo de valores em Lisboa é bastante mais acentuado que no Porto».

Para o próximo ano, perspectiva a consultora, a evolução dos preços dependerá muito da «política de créditos a praticar pelos bancos».

«Se se mantiver a tendência actual de subavaliações dos imóveis e de dificuldades de obtenção de créditos, sejam créditos à habitação, sejam créditos ao financiamento para promoção imobiliária, pensamos que os preços dos imóveis naturalmente descerão de uma forma generalizada. Isto também tem a ver com a rapidez da retoma económica global». Fonte: Casa Sapo




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