Valor das casas em queda

16 Julho 2009



O mercado imobiliário está a absorver os efeitos da crise, e o valor das casas é apenas um dos reflexos mais visíveis. A quebra é transversal, atingindo imóveis tanto de primeira como de segunda habitação.


Um estudo elaborado pela Knight Frank, recentemente divulgado pela consultora imobiliária Worx, aponta para um recuo anual no valor das casas de 5,9% em Portugal, posicionando-o como o 33º país com a maior queda em termos mundiais.

Já em termos trimestrais, o decréscimo dos três primeiros meses deste ano, em comparação com os três últimos do ano passado, foi de 0,3% (17º no ranking).

Todo o mercado imobiliário está a sentir os efeitos da situação económica mundial, e não há região do país ou segmento do mercado que seja excepção. No Algarve, onde a principal procura assenta na segunda habitação, a descida é igualmente expressiva.

«Efectivamente a situação económica tem vindo a influenciar negativamente o mercado imobiliário», confirma a administração da Bertin Picanço, mediadora imobiliária de referência com sede em Faro.

E à semelhança do que está a acontecer nas restantes zonas do país, também no Sul a evolução do preço dos imóveis está a ser reflexo de uma combinação de factores: «critérios de avaliação bancária reduzidos, maior dificuldade na aquisição de crédito bancário por parte dos interessados em adquirir imóveis».

«Mesmo havendo alguma abertura por parte dos proprietários (construtores, particulares, etc.) em baixar os valores dos imóveis, sobretudo nos imóveis usados (particulares), denotamos alguma dificuldade visto que estas entidades já possuem créditos contraídos com valores superiores ou iguais aos dos prováveis valores de venda», refere a Bertin.

No que respeita aos construtores, «a dificuldade passa, não só por créditos contratados para a construção ? os mesmos não suportando o valor de venda ?, mas também pelo valor já elevado de aquisição dos terrenos inicialmente adquiridos para a construção».

No que respeita ao produto imobiliário, a Bertin Picanço fala numa «quebra de valores» quer para a primeira, quer para a segunda habitação.

Sobre a evolução do preço dos imóveis para o próximo ano, a Bertin Picanço entende que o mesmo terá de baixar, «caso contrário haverá ainda maior dificuldade na aquisição» desses mesmos imóveis. Fonte: Casa Sapo




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