Arrendamento de escritórios cai 47% nos primeiros 5 meses de 2009

8 Julho 2009



Os primeiros cinco meses de 2009 do sector de escritórios da zona de Lisboa registaram uma queda de 47% nas operações de arrendamento, quando comparado com o mesmo período do ano passado, revela o ultimo relatório da Worx.


De acordo com os mais recentes dados fornecidos pelo Lisbon Prime Índex (LPI), até final de Maio de 2009 foram arrendados 30.592 m² de escritórios na zona de Lisboa, enquanto no mesmo período do ano passado este número tinha sido de 58.190 m². A manter esta tendência, estima-se que 2009 poderá vir registar o pior número dos últimos cinco anos, embora estime-se que o comportamento deste sector venha a melhorar consideravelmente nos próximos meses. Entre as maiores operações de arrendamento efectuadas no ano passado e através de uma consultora imobiliária, destaque para a mudança da Fujitsu Services, assessorada pela Worx, para as Torres Colombo (6 mil m²). Na origem deste decréscimo estão, de acordo Pedro Salema Garção, responsável do Departamento de Agência da Worx, ?inúmeras razões?. ?Durante esta ano tem-se verificado uma tendência para uma suspensão das estratégias de relocalização, perspectivando-se um ano de 2009 com reduzida actividade. E as razões são inúmeras?, afirma o responsável da consultora imobiliária, sublinhando: ?A renegociação das rendas, a dificuldade de capital inicial para obras de adaptação, a incerteza na estratégia e desenvolvimento da empresa, a tendência das mais variadas entidades para renegociar por mais um ano/um ano e meio o espaço onde estão actualmente, os custos elevados associados a uma mudança de espaço e a dificuldade de crédito no caso da compra de escritórios, são alguns dos principais motivos que têm diminuído a actividade neste sector?. ?Refira-se ainda que as empresas internacionais estão mais dependentes da ?casa-mãe? que, neste momento, também estão mais reticentes em relação à procura ou mudança de instalações. Paralelamente, os proprietários, principalmente os Fundos de Investimento Imobiliário, têm vindo a salvaguardar as suas posições e estão mais exigentes no que diz respeito às garantias bancárias, procurando contratos com o menor risco e a maior duração possível?, concluiu.  Fonte: Vida Imobiliária  




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