Turismo: menor poder de compra britânico pode favorecer Algarve

20 Abril 2009



Ingleses costumam fazer duas viagens por ano A redução do poder de compra dos britânicos, principal mercado emissor de turistas para o Algarve, pode ter um efeito contrário ao esperado e ajudar a trazer mais turistas para a regi


A desvalorização da libra e a crise mundial estão a retrair os britânicos nas suas opções de férias e poderão levá-los a optar por destinos mais próximos, acredita Marc Sontag, director de Turismo Residencial do Grupo IMOCOM.
«Os ingleses fazem normalmente duas viagens por ano, uma de longa distância e outra de curta e nós achamos que se não fizerem a mais longa possam ficar mais perto e Portugal é o primeiro destino a tirar vantagem da situação», disse.
Com alguns investimentos no Algarve, o Grupo IMOCOM tem apostado no turismo residencial, segmento que cresceu nos últimos anos em Portugal entre 8 a 12 por cento e que Marc acredita que no futuro seja dos mais importantes da indústria turística mundial.
Mercado nacional está a ganhar peso
Os proprietários das unidades de turismo residencial do grupo no Algarve, o Monte Santo Resort, em Carvoeiro e o Cascatas Golf Resort & SPA, em Vilamoura, são maioritariamente estrangeiros, mas o mercado nacional também já começa a ganhar presença.
O preço dos apartamentos no resort Monte Santo varia entre os 150 mil e os 299 mil euros e as moradias entre os 419 e os 492 mil, preços pouco convidativos às bolsas portuguesas, que optam por alugá-los.
O aluguer, cujo valor médio ronda os 114 euros por noite, é possível desde que a unidade de alojamento faça parte integrante de um programa de arrendamento definido, realizado em sistema rotativo.
«O mercado nacional já é o nosso principal mercado», diz Gonçalo Campos e Sá, director-geral de Monte Santo, que acrescenta que o mercado interno já está a sobrepor-se ao externo.
Segundo aquele responsável, o mercado espanhol também começa a ganhar força no segmento do turismo residencial, especialmente vocacionado para famílias, que procuram, diz, qualidade e conforto.
«As nossas unidades de alojamento têm um grau de conforto e luxo muito acima da média das casas onde as pessoas residem habitualmente, além de que em sempre têm tempo para usufruir da sua casa», afirma.
Classe média portuguesa começa a deixar de fazer férias lá fora
Gonçalo Campos e Sá acredita ainda que muito rapidamente vai passar a haver no Algarve um público-alvo predominantemente nacional, pois cada vez mais portugueses da classe média-alta deixam de fazer férias no exterior.
Já David Madeira, director do Cascatas Golf Resort & SPA, acredita que a crise se faz sentir sobretudo no tempo de estadia, já que as pessoas estão a começar a fazer férias mais curtas e em vez de ficarem duas semanas, optam por ficar apenas uma.
David Madeira acredita que o turismo residencial está num «crescimento exponencial» a nível do Algarve, embora já se faça há muito tempo na região, tendo começado nos anos 70 em Vale do Lobo.

Fonte: Agência Financeira






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