Segmento de armazéns e logística ganha peso no mercado de investimento imobiliário nacional

21 Novembro 2008



No terceiro trimestre de 2008, a actividade de investimento em armazéns e logística esteve em destaque, com o peso deste segmento a ascender a uma quota de 25% do valor total investido no mercado imobiliário português no período em aná


De acordo com a CB Richard Ellis, apenas o segmento de retalho evidenciou um maior dinamismo nas transacções imobiliárias realizadas entre Julho e Setembro.

 

À semelhança do que se verificou um pouco por todo o continente Europeu, o investimento em imobiliário de armazéns e logística foi o que revelou um menor decréscimo face a igual período de 2007. Ainda assim, e segundo os dados divulgados pela consultora, em termos agregados, o volume deinvestimento em armazéns e logística em Portugal nos primeiros nove meses de 2008 rondou os 34,5 M?, traduzindo um decréscimo de aproximadamente 14% comparativamente ao período homólogo. Pelo contrário, no nosso país os segmentos mais afectados foram os de escritórios e de retalho, com descidas na ordem dos 70% e 68%, respectivamente.   «De facto, comparando com outros activos imobiliários, os activos de armazéns e logística são aqueles que têm apresentado uma maior resistência à actual conjuntura da economia mundial, tenso sido, inclusive, os únicos a manter a taxa de capitalização prime inalterada no terceiro trimestre de 2008», explicam aqueles especialistas.   A análise da CB Richard Ellis conclui que «as principais premissas deste segmento têm acusado os efeitos da crise» nomeadamente com o decréscimo dos níveis de ocupação e, consequentemente, dos valores de arrendamento no terceiro trimestre de 2008. Por um lado, a deterioração das condições económicas internacionais, com efeitos directos na subida dos custos de combustível, tem debilitado a actividade da grande maioria dos operadores logísticos. Por outro lado, o volume significativo de produto de qualidade em construção e a expectativa de desocupação de grandes naves logísticas na região de Lisboa, tem conduzido a um acréscimo do poder negocial por parte de potenciais ocupantes, pressionando a descida dos valores de arrendamento.   Fonte: Vida Imobiliária





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