Mercado de investimento português volta a decrescer no 3º trimestre

14 Novembro 2008



Contrariamente à tendência de estabilização do volume de transacções imobiliárias observada na Europa durante o 3º trimestre de 2008, no período em análise o mercado de investimento português voltou a decrescer comparativamente ao 1º e


No nosso país, e em termos agregados, os primeiros nove meses de 2008 evidenciaram um total de investimento em activos imobiliários de aproximadamente 580 milhões de euros, traduzindo uma descida de 28%, comparativamente a igual período de 2007. Conforme a análise da consultora, este decréscimo «seria bem maior, não fosse a concretização no início do ano de uma grande operação envolvendo um portfólio de imobiliário turístico e que acabou por impulsionar o montante agregado de investimento ao longo de 2008». Individualmente, a referida transacção foi responsável por cerca de 31% do total do volume de negócios registado até ao final de Setembro, traduzindo cerca de 180 milhões de euros.

Relativamente ao tipo de activos transaccionados, no penúltimo trimestre de 2008 foi evidenciada uma preponderância de activos de retalho, que concentraram uma quota de cerca de 75% do total investido. Foi assim contrariada a tendência observada nos trimestres anteriores, em que se verificou um domínio de transacções envolvendo bens imobiliários ligados a outros segmentos, nomeadamente de turismo, saúde e educação. No período em análise destaque também para o segmento de armazéns e logística, cuja quota ascendeu a 22%. Segundo a CB Richard Ellis, o segmento de escritórios foi aquele que evidenciou um pior dinamismo, não tendo sido registada qualquer transacção de relevo ao longo daqueles três meses.

Entre os negócios concretizados neste 3º trimestre, a consultora destaca a aquisição do Santarém Retail Park e a compra de um portfólio envolvendo várias unidades de retalho alimentar, através de uma operação de sale & leaseback. Relativamente à origem do investimento, mais uma vez os investidores estrangeiros, principalmente os oriundos do Reino Unido, foram «claramente dominantes ao longo do trimestre». Já os investidores nacionais evidenciaram «um enfraquecimento significativo da sua actividade». Fonte: Agência Financeira




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