Imobiliário de topo exige qualidade e diferenciação

14 Novembro 2008



O segmento de luxo em Portugal continua a dar frutos em tempos de crise, mas há desafios a enfrentar para satisfazer os critérios mais exigentes. Qualidade superior ? na arquitectura e na construção ?, localização e diferenciação, são


«Neste momento, um produto de luxo para ser vendável não chega só ter boa qualidade de construção e boas áreas; é imprescindível estar bem localizado e ter um projecto de arquitectura de qualidade, que é diferente do que se passava há alguns anos em que qualquer edifício que tivesse bons acabamentos, independentemente da localização, era colocado. Isso hoje não acontece. Só mesmo os melhores projectos é que se conseguem vender», afirma José Manuel Fortunato, Administrador da MSF TUR.IM.

Os desafios estendem-se também à 2ª habitação.

«Em relação ao mercado da 2ª habitação, também há neste momento uma altíssima concorrência. Só os melhores projectos é que se estão a conseguir vender. E aí são as novas localizações que estão a vender melhor. O Algarve está a sofrer alguma recessão, mas já o caso de Óbidos não se nota tão fortemente e aparecem novos mercados interessados nos nossos produtos». Apesar de não dependerem de crédito bancário ? na maior parte dos casos ?, os investidores do segmento imobiliário de luxo começam a ser afectados. Ainda assim, o mercado imobiliário é ainda tido como um porto seguro para se investir. «O sector imobiliário continua a ser um sector refúgio; as pessoas que têm dinheiro continuam a querer colocar o dinheiro em qualquer sítio. Como o mercado imobiliário português não sofreu os excessos de outros mercados como é o caso espanhol, eu encaro com bastante optimismo alguns dos projectos que estão a ser desenvolvidos neste momento em Portugal nesta área». Para o administrador da MSF TUR.IM, os próximos anos vão ser de «muita competitividade neste segmento». «Vai haver menos oferta, não só pelo facto de haver menos procura, mas principalmente pelas grandes dificuldades neste momento de financiamento». «Vai haver menos promotores a actuar mas maiores e de maior capacidade. E vai começar a ser dada maior importância por parte dos compradores a quem promove e a quem constrói este tipo de produtos». Pedro Silva, administrador da Acordo Óbidos ? Empreendimentos Turísticos S.A., promotora do Bom Sucesso ? Design Resort, Leisure, Golf & SPA, mostra-se bastante optimista quanto ao futuro deste segmento, em particular no que respeita o mercado investidor que gira em torno do projecto Bom Sucesso. «Neste período difícil a maior parte dos clientes que se têm aproximado de nós são clientes que têm fundos próprios para fazer investimento; clientes que não estão dependentes de financiamento de um banco ou de terceiros, e esses vêem se calhar uma boa oportunidade hoje em dia para fazerem melhores negócios ou um investimento mais sólido, algo que não se volatiliza na bolsa. E vêem nisso um investimento de médio, longo prazo. Agora nestes tempos de crise, eu acho que há sempre espaço para este tipo de investimentos, há sempre espaço para as pessoas comprarem as casas mais caras que nós temos, há sempre espaço para procurarem algo diferenciador». «Da parte do Bom Sucesso estamos extremamente contentes com o sucesso que tivemos até à data, acreditamos que temos um projecto diferenciador de todos os outros, sejam nossos vizinhos, ou em qualquer ponto de Portugal, e isso a nós dá-nos uma grande satisfação, e obriga-nos a ir à procura também de clientes que procuram algo de diferenciador também». Fonte: Casa Sapo




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