Abertura de mais shoppings pode provocar ruptura

25 Setembro 2008



Apesar da crise económica, o ano em curso deverá assistir à maior abertura de centros comerciais da história do País.


Este facto poderá ter como consequência a diminuição da rentabilidade, pondo mesmo em risco a sustentabilidade dos empreendimentos em algumas zonas do País mais saturadas, avança o ``Diário de Notícias``.
Apesar da crise económica, o ano em curso deverá assistir à maior abertura de centros comerciais da história do País. Segundo um relatório ontem publicado, a área bruta locável (ABL) que passará a ficar disponível até ao final do ano ultrapassa os 300 mil metros quadrados (m2). Este facto poderá ter como consequência a diminuição da rentabilidade, pondo mesmo em risco a sustentabilidade dos empreendimentos em algumas zonas do País mais saturadas.
Esta é a ideia geral transmitida pela publicação ´´Marketbeat - Mercado Imobiliário Português´´, referente ao Outono de 2008, e da responsabilidade da equipa de research da Cushman & Wakefield (C&W), uma das maiores empresas da área de consultoria e serviços imobiliários a operar em Portugal, de acordo com o ``Diário de Notícias``.
O documento refere que ``a temida saturação do mercado, o vasto número de projectos em comercialização e a pouca diferenciação entre os mesmos obrigam a uma criteriosa selecção das futuras localizações por parte dos retalhistas``, mesmo por muitos dos que até agora tinham tido ``um comportamento mais agressivo``, marcando presença na maior parte dos empreendimentos do género.
Também no que diz respeito aos escritórios, o mercado deverá terminar 2008 com altas taxas de ocupação, podendo atingir os 300 000 m2, o que igualaria o actual recorde. No entanto, as rendas obtidas na sua comercialização estão já a baixar em várias cidades da Europa, estimando-se que Lisboa perca 5% no que diz respeito às rendas mais caras (prime).
Apesar da crise, a ``maioria dos mercados de escritórios europeus não reporta ainda quebras nos valores de mercado``, assinala o relatório. Em Portugal, o ano promete ser ``atípico`` porque se, por um lado, ``os níveis da procura bruta no primeiro semestre mantiveram-se estáveis face ao ano recorde de 2007``, os negócios esperados para a segunda parte do ano ``deverão conduzir a mais um máximo em termos de área transaccionada``.

Fonte: Diário de Notícias




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