JLL espera descida do investimento imobiliário ainda maior em 2008

7 Janeiro 2008



A consultora imobiliária Jones Lang LaSalle (JLL) espera para 2008 uma descida de 20% no investimento imobiliário na Europa face ao valor de 2007, que a JLL avaliou em 220 mil milhões de euros, embora sem ter ainda um valor definitivo.


A consultora imobiliária Jones Lang LaSalle (JLL) espera para 2008 uma descida de 20% no investimento imobiliário na Europa face ao valor de 2007, que a JLL avaliou em 220 mil milhões de euros, embora sem ter ainda um valor definitivo.
A JLL estima que o volume de transacções de investimento em imobiliário terciário na Europa tenha alcançado os 220 mil milhões de euros em 2007, o que representa um decréscimo de 13% face ao volume movimentado em 2006.
``Apesar de um primeiro semestre forte, com transacções no valor de 121 mil milhões de euros, o fluxo de operações de investimento diminuiu na segunda metade do ano, com os volumes negociados a rondarem os 100 mil milhões de euros, uma redução de 25% face ao período homólogo de 2006``, explicou hoje em comunicado a JLL.
Apesar da maior descida no investimento em 2008, Tony Horrell, responsável máximo da JLL pela área de investimento na Europa, acredita que a retoma da economia seja suficientemente forte para gerar condições positivas de procura nos mercados europeus de ocupantes.
``O mercado de ?subprime? levou a que a crise do crédito do princípio de Agosto surgisse num momento em que os mercados de imobiliário terciário estavam em alta. Desta forma, as preocupações de fundo sobre os prémios de diminuição de risco para todo o tipo de imóveis e sobre a sustentabilidade dos ?yields? em mínimos recorde eram evidentes``, comentou Tony Horrell.
No segundo semestre do ano, as ?prime yields? (que indicam o retorno dos investimentos imobiliários) subiram em muitos mercados europeus, naquela que foi a primeira subida desde 2001. As ?yields? de escritórios revelaram o movimento de subida mais acentuado, com uma média europeia de 30 pontos base (pb), enquanto que no retalho registaram crescimentos de 25 pb e no industrial de apenas 10 pb.
As previsões para o mercado de arrendamento de escritórios mantêm-se dinâmicas em 2008, e espera-se um crescimento positivo das rendas, ainda que a um ritmo menor do que o registado em 2007, segundo a JLL.
No global, estima-se que a absorção bruta de escritórios possa ser inferior em apenas 10% face a 2007. ``Alguns mercados serão mais afectados, particularmente os que têm maior exposição aos serviços financeiros como são os casos de Londres, Madrid e Frankfurt, onde é provável assistir-se a um maior abrandamento da procura``, diz ainda a consultora, sem avançar previsões para o mercado português.

Fonte: Jornal de Negócios




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