Arquitectos projectam acessibilidade universal

29 Novembro 2007



O Prémio Mobilidade 2007, instituído pela Ordem dos Arquitectos e pela Santa Casa da Misericórdia, mostra que é possível construir edifícios habitacionais com interiores acessíveis.


A Ordem dos Arquitectos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lançaram o desafio aos arquitectos de pôr à prova a exequibilidade do decreto-lei n.º 163/06, que alarga a aplicação das novas normas de acessibilidade aos edifícios habitacionais e introduz um conjunto de normas de maior exigência, dimensão, complexidade e abrangência no que diz respeito ao interior dos fogos habitacionais.
Os arquitectos demonstraram que é possível projectar habitações acessíveis e aplicar na íntegra as normas técnicas do decreto-lei 163/2006 sem quaisquer tipos de entrave à criatividade. Esta lei entrará em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2008.
Entre os 20 trabalhos a concurso, o projecto vencedor é do arquitecto Cláudio Vilarinho que, de acordo com a acta do Júri, apresenta características distintivas tais como uma boa concepção dos fogos, versátil, boa noção da adaptabilidade do espaço, cumprimento normativo no interior dos fogos e humanização da utilização do edifício ao nível dos espaços comuns, que incentivam relações de vizinhança em espaços diferenciados.
O júri, constituído por arquitectos nomeados pela Ordem dos Arquitectos, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, atribuiu ainda uma menção honrosa ao arquitecto Nuno Miguel Tavares da Costa e uma menção especial, não pecuniária, ao trabalho dos arquitectos Maria Cristina Vicente Martins Chicau e João Carlos de Almeida e Silva.
As soluções alcançadas com o concurso Prémio Mobilidade poderão servir de base para a reflexão e inspiração do sector da construção na aplicação da nova lei, o que contribui para a melhoria do bem-estar e qualidade de vida da população.

Fonte: Sapo Imobiliário




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