Mercado imobiliário com actividade positiva em 2007

15 Outubro 2007



Os segmentos Retalho, Escritórios, Industrial, Hotéis, Residencial e Investimento Imobiliário revelaram uma actividade positiva no 1º semestre do ano, conclui a C&W.


O mercado imobiliário nacional tem vindo a revelar uma dinâmica positiva em 2007, sendo expectável, no que respeita a transacções de investimento, um «fecho de ano a atingir mais um máximo histórico em volume e negócios».
De acordo com o Marketbeat Portugal 2007, um estudo no qual a consultora imobiliária Cushman & Wakefield analisa os mercados de Retalho, Escritórios, Industrial, Hotéis, Residencial e Investimento Imobiliário, «à semelhança do sucedido no ano anterior, o primeiro semestre de 2007 caracterizou-se por uma actividade modesta no mercado de investimento imobiliário». «Os valores para o primeiro semestre de 2007 situaram-se ligeiramente acima dos 370 milhões de euros, montante muito próximo do transaccionado no mesmo período de 2006».
O efeito da crise americana despoletada pelo sector de crédito hipotecário à habitação deverá ser sentido no mercado português apenas em 2008, estima a C&W, «uma vez que o claro interesse por parte de investidores nacionais e estrangeiros, bem como as várias negociações em curso, fazem adivinhar mais um ano de excepção no que a transacções de investimento se refere».

Mercados com forte dinamismo
De uma forma geral, e atravessando os vários segmentos, o estudo conclui que o mercado de Retalho em 2007, à imagem do que tem sucedido nos últimos anos, prossegue com «um forte nível de actividade», «contrariando de algum modo as expectativas acerca da maturidade deste sector».
No que respeita ao mercado de Escritórios, o 1º semestre de 2007 antecipa «um ano de ocupação recorde» em Lisboa, estimando-se que sejam os ultrapassados os 200.000 m2 no final do ano. A confirmarem-se estas previsões, «será atingido um novo recorde do mercado».
Em terreno positivo está também o sector Industrial, que assistiu a um «ligeiro acréscimo de actividade» com a conclusão de «alguns negócios de média dimensão na região da Grande Lisboa». «A primazia do segmento logístico é cada vez mais clara, sendo os principais negócios da primeira metade do ano neste sector», avança o Marketbeat.
No mercado dos Hotéis, os resultados são bastante positivos. «Os indicadores da actividade turística disponíveis para o primeiro semestre de 2007 têm superado as previsões mais optimistas, e este ano poderá tornar-se num novo marco do turismo nacional».
Nesta área, e segundo a C&W, 2007 caracteriza-se também pelo «arranque de novos projectos de referência, nomeadamente no contributo para o lançamento e consolidação de novos destinos».

Mercado residencial turístico com grande potencial
Outro dos segmentos que tem dado sinais expressivos de dinamismo é o Residencial Turístico, que em Portugal teve a região do Algarve como precursora, nas décadas de 70 e 80.
Nos anos 90, e agora com maior intensidade, assistiu-se a um renascimento deste tipo de produto, «com a região Oeste como protagonista».
Quanto à origem do capital, o estudo da C&W revela que a grande maioria dos promotores e investidores no segmento de residencial turístico em Portugal é nacional, sendo que alguns deles recorrem a «parcerias com grupos internacionais, normalmente associados a marcas hoteleiras com experiência em resorts».
O público-alvo da maior parte dos projectos em Portugal constituiu-se de cidadãos estrangeiros, originários sobretudo do Reino Unido e Irlanda, «e cuja perspectiva é não simplesmente a aquisição de segunda habitação para férias, mas também a de um investimento seguro, de médio e longo prazo».
A C&W conclui que «o mercado de residencial turístico é sem dúvida um mercado com um enorme potencial em Portugal, sendo vários os casos de sucesso comprovado». Fonte: Casa Sapo




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