Sector da construção imobiliária optimista para 2008

27 Setembro 2007



A construção imobiliária está a enfrentar algumas dificuldades, em particular no que respeita ao segmento Habitação.


Mas os empresários estão optimistas para 2008.
Apesar de Portugal estar entre os mercados mais apetecíveis para investimento imobiliário, o sector enfrenta algumas dificuldades, com a oferta e a procura ainda desniveladas.
José Eduardo Macedo, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), defende o investimento em nichos de mercado ainda pouco desenvolvidos [como o de segunda habitação ou os resorts], ou a aposta na reabilitação do parque edificado, opção que tem vindo a ser defendida, aliás, por vários especialistas.
O sector da construção imobiliária tenta também fazer face às dificuldades, encarando com optimismo o ano de 2008, altura em que se prevê um aumento do investimento público na Construção.
«No momento em que surgem factores de risco acrescidos para o crescimento económico global, surgindo particularmente dificuldades ao nível do imobiliário, em Portugal o sector da Construção parece consolidar indícios de recuperação nalguns segmentos», analisa a FEPICOP, Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas.
De facto, os sinais positivos já detectados nos últimos meses, em particular em Julho e depois em Agosto, indiciam «uma situação mais favorável do que a vivida nos anos anteriores».
De acordo com a FEPICOP, esta perspectiva «mais positiva» detecta-se em especial no segmento da construção não residencial (sobretudo nas obras privadas), «reflectindo o maior dinamismo da economia nacional no seu conjunto».
Em sentido inverso continua a evoluir a construção de habitação [que representa quase metade da produção do sector], «com taxas de actividade muito negativas, ainda que em desaceleração face aos últimos meses».
Para a FEPICOP, este poderá ser o segmento «mais afectado com o encarecimento e a escassez do crédito em consequência da crise que afecta os mercados financeiros a nível internacional».
Para auxiliar o sector da Construção, a Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços, filiada da FEPICOP, aponta a reabilitação urbana como uma das soluções possíveis, «cumulativamente com o apoio à construção nova».

Fonte: Casa Sapo




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