Número de edifícios licenciados desceu 4% em 2006

17 Agosto 2007



De acordo com os dados das Estatísticas da Construção e Habitação 2006, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2006 o número total de edifícios licenciados desceu 4%, face ao ano anterior.


Este decréscimo foi ainda mais significativo ao nível das obras concluídas, cifrando-se nos ? 17,8 %. «Quando analisados os edifícios destinados a construções novas para habitação, os decréscimos situam-se aproximadamente na mesma ordem de grandeza, mas são mais significativos ( - 6,2% para edifícios licenciados e -19,6% no que respeita a obras concluídas)».
No ano passado, o parque habitacional português compreendia 3,4 milhões de edifícios e 5,5 milhões de fogos, num crescimento, face a 2005, de 0,7% e 1,0%, respectivamente. Segundo os dados do INE, a região Norte concentra cerca de um terço do parque habitacional do país. Por seu lado, a região Centro representa 31,3 % do total de edifícios, «enquanto que à região de Lisboa corresponde uma proporção de 12,5 %. As restantes regiões representam, em conjunto, menos de ¼ do total de edifícios existentes em Portugal», refere o estudo. Relativamente a obras concluídas ? edifícios e fogos -, «das 36.737 obras concluídas durante o ano 2006, 83,7% corresponderam a edifícios residenciais e 81,1% eram relativas a construções novas». Ao longo do ano passado foram licenciados um total de «48.352 projectos de obras de edificação ou demolição, das quais 75,1 % corresponderam à construção de novos edifícios», conclui o estudo. De acordo com o INE, em 2006, o número de novos edifícios licenciados registou «uma diminuição de 4,0% em relação a 2005». Por seu turno, o número de construções novas licenciadas para habitação registou, em 2006, um decréscimo de 6,2% relativamente ao ano anterior, de acordo com o INE. Nesse mesmo período, «o número de fogos licenciados em construções novas para habitação registou uma diminuição de 6,0% relativamente ao ano anterior. As maiores quebras ocorreram na Madeira (-34,1%) e no Centro (-8,4%)». Os Açores e Lisboa foram as únicas regiões que apresentaram um crescimento face a 2005, com uma subida de 21,6% e 0,2%, respectivamente.

Fonte: Vida Imobiliária




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