Procura de espaços de escritórios na Europa aumentou em 2006

26 Junho 2007



A procura de espaços para escritórios na Europa aumentou em 2006, e, consequentemente, os níveis de absorção também subiram consideravelmente nas principais cidades.


Esta é uma das principais conclusões do Global Real Estate Markets 2007, um relatório elaborado pela Knight Frank e divulgado pela Worx. Segundo a consultora, esta realidade deve-se sobretudo à estabilidade e crescimento económico vivido no «Velho Continente» ao longo do ano passado.
O documento refere que a forte procura verificada no que concerne a espaços para escritórios de elevada qualidade em zonas prime, levou a um forte decréscimo das taxas de desocupação nos Central Business Districts em várias cidades europeias, ao passo que as taxas de disponibilidade nas zonas periféricas se mantiveram «geralmente altas». A Knigtht Frank chama ainda a atenção para o facto de, em muitas cidades, se terem desenvolvido dois mercados paralelos, «em que um procurava exclusivamente as zonas prime e outro as zonas mais secundárias». De acordo com esta análise, Dublin, Londres e Madrid são os mercados onde se verificou um maior crescimento das rendas. Por seu turno, «outros importantes centros de escritórios da Europa aparentam estar num fase menos avançada de recuperação deste sector». Um destes exemplos são as principais cidades alemãs, cujas rendas prime se mantêm baixas, embora evidenciem sinais de crescimento, refere o documento. Os investidores, com especial destaque para os originários dos EUA, Reino Unido, Irlanda e Alemanha, mantêm-se bastante activos. Segundo a Knight Frank, «o volume do capital canalizado para o sector dos escritórios tem originado a descida dos yields, com as prime yields a situarem-se neste momento entre os 4 e os 6% nos principais mercados europeus». Relativamente a Portugal, a cidade de Lisboa está actualmente na 15ª posição do «strengt ranking» europeu (baseado em 22 índices diferentes relativos à economia, demografia e variáveis do mercado imobiliário de cada país). De acordo com a consultora, a capital portuguesa desceu 0,25% desde 2005, e actualmente mantém-se como a segunda cidade europeia com a prime yields mais elevadas (6,25%), sendo apenas superada por Moscovo. A taxa de disponibilidade em Lisboa situa-se actualmente nos 12%.

Fonte: Vida Imobiliária




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